quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Segundo Acto


De olhos inchados volta a surpresa da peça,
Abanou a noite como só ela,
Esperando uma resposta
Os corações pararam á espera do seu próximo passo.

Lentamente percorreu todo o cenário,
De olhos no soalho
Um sorriso triste e arrependido
Reflectia no pequeno candeeiro no canto da sala.

Ergueu a cabeça,
Enxugou as lágrimas,
Como que a capa do primeiro acto tivesse caído
A soluçar cantou,
Encantou,
Devolveu a esperança a um público assustado…

Sentou-se,
Aquele olhar senti-o como um carinho,
Uma festa no rosto…
Nada disse.

Surpreendidos ficaram a ouvir o silêncio,
O mais belo texto alguma vez escrito,
Interpretado pela mais bela actriz alguma vez aparecida…

Levanta-se,
Percorre todo o cenário olhando cada um sem olhar ninguém...

Ainda não está pronta…
Surpreendentemente o público espera.

A cortina fecha-se….

Sem comentários: