quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Terceiro Acto


Finalmente sorri...

Da fraqueza fez a força
E na dor aprendeu a lutar.
De branco confiante deslizava.

Finalmente sorria...

De respiração sustida
O público nunca esqueceria aqueles segundos.
Muito mais que uma mulher,
Uma alma,
Um brilho,
As suas lágrimas criavam
O mais doce arco-iris aconchegado nas suas faces...

Era o dom de nos fazer sonhar,
De me fazer sonhar...

E as luzes apagaram-se.

Sem que pudesse reparar encontrava-me só na enorme sala já vazia.
E lá estava ela...
Olhava para mim, eu sentia que sim,
Pela primeira vez tinha a certeza
Que olhava para mim.
Desarmava-me...

Senti que aquele palco será nosso,
Teremos aquele mundo em comum
Num sonho em que seremos apenas um.

Estendeu-me a mão
E ao ouvido sussurrou-me:

"Um dia..."

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